Sobre a Morte

Mito, simbolismo e desapego
21 Agosto 2015

Sobre a morte

Temida por praticamente todos os seres humanos, a morte é ainda um tabu. É comum vermos os símbolos que retratam a morte ligados ao “mau”, como se falar da morte, ou usar algo que a simbolize, fosse sinal de profanação ou satanismo.  As caveiras, representadas de diversas maneiras em muitas culturas e religiões, significa a vida e a sabedoria. Parece contraditório, não é? Mas é verdade! Ela pode ter centenas de significados. Pode simbolizar, inclusive, o fechamento de um ciclo e o início de outro. Afinal, para mudanças profundas na nossa forma de viver, de enxergar o mundo e até de fazer revolução, precisamos “matar” um monte de conceitos e preconceitos que talvez já não tenham o mesmo sentido de outrora. Assim, dá-se espaço a algo novo. Mas o novo é bom ou ruim? Vai depender das escolhas e da sorte.

No novo clipe do ETNO, a música “Diário da Morte”, traz o significado da transformação quando a personagem encara seus maiores medos e resolve apagar lembranças, bens, preconceitos, e até mesmo um pedaço de sua história, e seguir para o dia a dia resolvida. Mas ela não esperava que um acontecimento ainda maior pudesse vir para mudar não só a sua vida, mas o planeta e a humanidade.

Escrevi essa música logo após a leitura de “A Menina Que Roubava Livros” (quem já leu vai entender bem o nome e a letra da música), mas foi escrita num momento onde, não só eu, mas a banda, passava por grandes transformações e questionamentos. Sim, enfrentamos um fim e um novo começo. Encaramos nossos maiores medos, nosso egoísmo, nossa vaidade, nossos limites e nossos demônios. Mas a beleza dessa trajetória está justamente em como o processo aconteceu: com muita música, respeito, diálogo e amor. Sim, amor! Esse é o significado da nossa arte e é isso que levamos para o nosso público a cada show, a cada poesia.

É preciso morrer para renascer. É preciso encarar nosso lado mais feio e confrontá-lo, para fazer o bem. E não sejamos hipócritas, todos temos um lado mau e todos teremos um fim, então vamos viver e fazer a diferença enquanto há tempo! Não há nada de vergonhoso em reconhecer isso. Conhecer os nossos dois lados é estar mais perto da sabedoria. Aceitar as diferenças e o “feio”, é exercitar a tolerância e a compaixão. Então:

Vai! me mostra o seu pior. Eu nasci preparado pra ver. Vai! Me mostra o que não dá mais pra esconder. Traz o início de uma nova era, o início de um novo tempo.

Escute Diário da Morte no Spotify, CLIQUE AQUI

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