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17 Janeiro 2014

Al Capone e a Hipocrisia do Estado

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No dia 17 de Janeiro de 1899 nasceu Alphonsus Gabriel Capone, ou simplesmente Al Capone. Esse pequeno garoto do Brooklyn, de origem italiana, se tronou o Gângster mais folclórico do mundo. Ele é sem dúvida um importante personagem da história dos EUA e sua vida tem diversos episódios que nos ajudam a entender mais sobre as péssimas decisões de alguns governos e sobre as hipocrisias do poder público.

Al Capone liderou um grupo criminoso que tinha como atividade principal a venda e o contrabando de bebidas alcóolicas durante os anos da Lei Seca que vigorou nos Estados Unidos ao longo das décadas de 1920 e 1930. O grupo mafioso exercia outras atividades ilegais também, mas era o álcool que gerava a maior renda. Calcula-se que em 1927 a gang de Al Capone lucrava 60 milhões de dólares anuais com o álcool e 45 milhões com outras atividades associadas, como a prostituição e o jogo.

A Lei Seca dos EUA começou com o discurso inflamado de um ex-jogador de beisebol que virou padre. O reverendo Bill Sunday apontou as reais mazelas que essa droga causa na humanidade para uma grande plateia. Entretanto ele sugeriu uma medida pouco eficaz para solucionar os problemas. A idéia do reverendo ganhou força política e no dia 16 de janeiro de 1920 entrou em vigor nos Estados Unidos a 18º Emenda constitucional, denominada como “Lei seca”. Essa Emenda Constitucional foi promulgada durante o segundo mandato de Woodrow Wilson, o 28º presidente dos EUA.

O principal objetivo dessa medida política seria combater o alto índice de criminalidade e de violência naquele país, mas cada ação gera uma reação… É impressionante como vários governos no mundo querem solucionar os problemas simplesmente limitando e proibindo. As pessoas não mudam os hábitos da noite pro dia com a assinatura de um papel. A mudança de hábito exige mais tempo e uma educação qualificada para se atingir um objetivo. A resposta da sociedade americana foi dar espaço e condições para que grupos mafiosos como o de Al Capone tivessem lucros exorbitantes nesse período.

Somente em 1933 o presidente Roosvelt revogou a Lei proibitiva. Um dos argumentos foi a questão econômica, pois a produção de bebidas alcóolicas gerava empregos e arrecadação de impostos. Além disso, a população já estava “de saco cheio” dessa imposição governamental.

Em relação às drogas que ainda são ilícitas eu penso que todas deveriam ser legalizadas. Que se fodam os argumentos conservadores!!! É muito mais inteligente que o governo arrecade com essa atividade altamente lucrativa e que o governo faça campanhas para que o consumo seja contido e controlado. Do jeito que está as pessoas se matam e escórias da sociedade continuam lucrando. Em alguns países da Europa o cigarro é mais caro que um Ecstasy.

Só os ingênuos acreditam que as pessoas vão parar de usar drogas simplesmente por que alguém diz que é ilegal. Quem quer usar vai usar de um jeito ou de outro independente do que digam. A verdade é que se tudo fosse legalizado não existiria a preocupação com o Tráfico e sim com a Saúde das pessoas. Porém muitos políticos e empresários corruptos se beneficiam da ilegalidade das drogas. Na minha opinião são uma corja que representa a evolução de grupos mafiosos como o de Al Capone!!!

Boa semana à todos

Ass:Iano Fázio

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