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04 Outubro 2013

A Morte de uma Diva de Verdade

No dia 4 de Outubro de 1970 o mundo ficou mais sem graça. Nessa data perdemos uma das poucas mulheres cujo título de Diva é inquestionável. É uma pena que a morte dessa incrível artista tenha alguns motivos banais, mas não apaga o brilho de sua linda história na Música. Há exatos 43 anos Janis Joplin morreu, entretanto sua voz potente e visceral ainda ecoa por todos os cantos do planeta.

Ela é um dos ícones artísticos que morreram aos 27 anos e no caso, foi uma overdose de heroína que decretou sua passagem. A garota extravagante vinda do Texas sempre viveu de forma intensa. Foi muito ativa durante sua vida e buscou exaustivamente a inovação, novas influências e referências para que ela conseguisse se expressar melhor. A família de Janis apresentou-lhe o Jazz, o Blues e o Folk. Ela incorporou tudo e colocou aquele tempero do Rock na atitude e na forma de cantar. Pouquíssimas mulheres conseguiram chegar perto do que Janis Joplin fez, em termos de intensidade e paixão na hora de cantar.

Ela começou a tocar profissionalmente bem jovem. Cantava em bares de sua pequena cidade texana, Port Arthur. Porém foi em San Francisco que ela se descobriu artisticamente e lá também acabou se envolvendo de forma mais “definitiva” com as drogas. Muito álcool, maconha, cocaína e heroína para sustentar a personalidade forte dessa mulher diferenciada.

Na época de Janis o consumo de drogas era a forma preferida da juventude para incorporar o espirito autodestrutivo e de desafiar o que estava a sua volta. Era uma forma de mostrar ao mundo que não aceitavam as regras impostas. Existem frases celebres de Janis Joplin que descrevem perfeitamente esse pensamento: “Meu negócio é aproveitar e me divertir. E por que não, se no fim tudo vai acabar mesmo?”. Outra: “É preferível viver 10 anos intensamente à 70 anos vegetando em frente a uma televisão.”

É tudo muito bonito na hora de se pensar sobre esse tipo de rebeldia, mas hoje muitos utilizam esse tipo de frase para justificar hábitos alienados e fraquezas mentais. Já ouvi muitas frases do estilo da Janis sendo usada por pessoas que bebem refrigerantes, que comem Fast Food transgênica e que fumam cigarros. Na boa… esses três exemplos que citei são de uma maioria de alienados que sustentam um sistema que quer te viciar e fragilizar tua saúde.

Minha sugestão para os novos rebeldes é que: Ou abusem loucamente das drogas pra morrer de overdose logo, ou então sejam saudáveis e boicotem empresas de alimentos duvidosos. Isso sim seria uma rebeldia de verdade. Não aceitar o que aparece nas propagandas. Desafiar a lógica do conformismo obeso que vivemos no século XXI. Nos anos 60, de Janis Joplin as drogas não estavam tão inseridas numa lógica de mercado. Havia o espirito hippie e todo um contexto que não banalizava tanto a autodestruição. Hoje ser autodestrutivo é obedecer as regras.

Janis Joplin é uma Diva mesmo. Os shows eram carregados de emoção e ela fazia questão de se entregar totalmente no momento em que se apresentava. O show dela no Woodstock de 1969 é algo épico de se ver. Ela nunca veio ao Brasil pra tocar, infelizmente. A cantora ficou alguns dias no período do carnaval carioca pra tratamento contra o vicio de heroína. No fim ela coleciona lendas urbanas desse curto período aqui no Brasil, mas nenhum show. O maior exemplo que se pode tirar da vida de Janis é o de viver intensamente e se entregar para as coisas que mais te fazem bem, seja lá quais forem.

Boa semana à todos
Iano Fázio

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